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Gordura abdominal na menopausa: 5 alimentos que ajudam realmente


Comes melhor, mexes-te e, ainda assim, a barriga instala-se. O teu metabolismo não está avariado: na menopausa, as regras do jogo mudam. Eis o que diz a ciência.

Por Maria Velázquez · Nutricionista, Nutremys

Na menopausa, a diminuição dos estrogénios desloca a gordura para o abdómen (a gordura visceral). Não é possível eliminá-la com um único alimento, mas cinco alimentos com forte apoio científico ajudam a melhorar a sensibilidade à insulina, a saciedade e a manutenção do músculo: chá verde, oleaginosas, proteínas, aveia e — em primeiro lugar — as leguminosas. Tudo isto associado à musculação.

Num relance

  • A diminuição dos estrogénios favorece o armazenamento de gordura visceral (à volta dos órgãos), mais inflamatória.
  • O fator n.º 1 não é uma dieta, mas sim a insulina, a saciedade e o músculo.
  • Os 5 melhores alimentos: chá verde, oleaginosas, proteínas, aveia e leguminosas (n.º 1).
  • Procura atingir 1,2 a 1,6 g de proteínas por kg por dia, distribuídas pelas refeições.
  • O melhor exercício não são os abdominais: é a musculação.

Porque é que a gordura se instala na barriga durante a menopausa

«Peso quase o mesmo que antes, mas o meu corpo mudou completamente.» Ouço esta frase todas as semanas em consulta. E é verdade: o corpo mudou, não porque o metabolismo esteja «avariado», mas porque a menopausa altera as regras do jogo.

Quando os estrogénios diminuem, o corpo deixa de armazenar gordura sobretudo nas ancas e nas coxas e começa a depositá-la à volta dos órgãos, no abdómen: é a gordura visceral. Não é apenas uma reserva de energia: é metabolicamente ativa, produz substâncias inflamatórias, favorece a resistência à insulina e aumenta o risco de diabetes tipo 2, doença cardiovascular e esteatose hepática.

A boa notícia? Não podemos impedir as alterações hormonais, mas podemos influenciar a resposta do metabolismo. Alguns alimentos melhoram a sensibilidade à insulina, aumentam a saciedade, alimentam uma microbiota mais saudável e ajudam a preservar o músculo — quatro fatores essenciais contra a gordura abdominal.

Gordura visceral na menopausa: 5 alimentos que ajudam

Os 5 alimentos com maior apoio científico

N°5 — O chá verde

Rico em catequinas (incluindo EGCG) e com alguma cafeína natural, o chá verde parece aumentar ligeiramente o gasto energético e a utilização das gorduras como combustível. Sobretudo, o consumo regular pode contribuir para melhorar a sensibilidade à insulina - fundamental na menopausa, quando níveis elevados de insulina favorecem o armazenamento de gordura abdominal. Duas a três chávenas por dia, como complemento de uma alimentação saudável.

N.º 4 — Os frutos secos (frutos de casca rija)

Amêndoas, nozes, pistácios, avelãs: durante muito tempo acusados de «fazer engordar», são, na realidade, saciantes graças ao seu trio de gorduras insaturadas + proteínas + fibras. Grandes estudos mostram que quem os consome regularmente não ganha mais peso - e substituir bolachas ou ultraprocessados por um punhado ajuda a controlar melhor o apetite e o perímetro da cintura. Procure consumir 20 a 30 g por dia, ao natural, nem fritos nem salgados.

N.º 3 — As proteínas

A partir dos 50 anos, perde-se massa muscular mais rapidamente. Ora, o músculo é o tecido que consome mais energia em repouso: preservá-lo é manter um metabolismo ativo. As proteínas também aumentam a saciedade. Muitas mulheres beneficiam de consumir 1,2 a 1,6 g de proteínas por kg de peso e por dia, distribuídas pelas refeições (pelo menos ~30 g de qualidade por refeição). Boas fontes: ovo, peixe, iogurte grego, queijo fresco, carnes magras, aves, tofu, soja.

N.º 2 — A aveia

A sua fibra solúvel, o beta-glucano, forma um gel que abranda a digestão: mais saciedade, menos fome e, sobretudo, uma subida mais gradual da glicemia (e, portanto, menos insulina). A sua fibra também alimenta uma microbiota favorável. Consuma 30 a 60 g por dia, sempre associada a uma fonte de proteínas (iogurte, leite, ovo).

N.º 1 — As leguminosas

Lentilhas, grão-de-bico, feijão, ervilhas: a combinação mais difícil de superar. Proteínas vegetais, grandes quantidades de fibras, hidratos de carbono de absorção lenta, vitaminas, minerais e compostos bioativos. Atuam sobre vários problemas ao mesmo tempo: saciedade, controlo da glicemia, manutenção da massa muscular e energia estável. Não é por acaso que são um pilar da dieta mediterrânica. Procure consumi-las 2 a 3 vezes por semana: saladas de lentilhas, húmus de grão-de-bico, sopas, pastéis caseiros.

O melhor exercício: treino de força (não abdominais)

É frequente pensar que, para perder barriga, é preciso fazer abdominais ou correr. A ciência diz outra coisa. Se tivesse de escolher um único tipo de exercício na menopausa, seria o treino de força. Ajuda a preservar a massa muscular, melhora a sensibilidade à insulina e, associado a uma alimentação rica em proteínas e fibras, favorece a redução da gordura visceral.

Não é preciso ir a um ginásio: agachamentos, levantar-se/sentar-se de uma cadeira, levantamento terra com duas garrafas de água, remada com elástico, flexões contra a parede. 2 a 3 sessões por semana são suficientes para obter benefícios reais. O importante é trabalhar o músculo de forma progressiva.

Gordura visceral na menopausa: 5 alimentos que ajudam

Os sinais de que um acompanhamento pode ajudar

Na menopausa, as necessidades de proteínas, cálcio e alguns micronutrientes aumentam, e a alimentação nem sempre é suficiente. Alguns sinais merecem atenção:

  • Cansaço persistente e uma recuperação mais lenta após o esforço.
  • Perda de massa muscular apesar de uma atividade regular.
  • Articulações mais rígidas e uma pele que perde firmeza (diminuição do colagénio).

A alimentação e o treino de força continuam a ser a base. Consulta também os nossos suplementos essenciais depois dos 50 anos e o nosso guia sobre a deficiência de proteínas.

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Perguntas frequentes

É possível atingir a gordura abdominal com um alimento?

Não, nenhum alimento «queima» a gordura visceral por si só. Mas o chá verde, os frutos secos, as proteínas, a aveia e as leguminosas atuam em conjunto sobre a insulina, a saciedade e a massa muscular, criando condições muito mais favoráveis — sobretudo quando associados ao treino de força.

Quanta proteína por dia na menopausa?

Frequentemente, 1,2 a 1,6 g por kg de peso por dia, distribuídas pelas refeições (pelo menos ~30 g de qualidade por refeição) para preservar melhor a massa muscular. A adaptar consoante o estado de saúde e a atividade.

É preciso evitar hidratos de carbono como a aveia e as leguminosas?

Não. São hidratos de carbono de absorção lenta, ricos em fibras: fazem subir a glicemia suavemente e saciam. Fazem precisamente parte da solução, não do problema.

Os abdominais fazem perder barriga?

Na verdade, não. O reforço muscular global (2-3 vezes/semana) é muito mais eficaz para preservar a massa muscular, melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir a gordura visceral.

Este artigo tem caráter informativo e não substitui o aconselhamento médico.

Fontes científicas

  • EFSA — Alegações de saúde (beta-glucano de aveia e glicemia; proteínas e massa muscular).
  • The North American Menopause Society (NAMS) — Distribuição da gordura e menopausa.
  • Estudos sobre o chá verde, as catequinas (EGCG) e a sensibilidade à insulina (revisões em nutrição).
  • Estudos sobre o consumo de frutos secos e o controlo do peso e do perímetro da cintura.
  • OMS / recomendações sobre atividade física e reforço muscular.
Aviso médico

As informações partilhadas neste blog têm fins educativos e informativos. Não substituem, de forma alguma, uma consulta médica, um diagnóstico ou um tratamento prescrito por um profissional de saúde. Se apresentar sintomas, estiver a fazer um tratamento ou estiver grávida, consulte o seu médico antes de alterar a sua alimentação ou iniciar uma suplementação. Os suplementos alimentares Nutremys LAB não devem substituir uma alimentação variada e equilibrada nem um estilo de vida saudável.