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Quistos ováricos após a menopausa: sintomas, riscos e acompanhamento


A descoberta de um quisto após a menopausa causa frequentemente preocupação. No entanto, a maioria é benigna. Como reconhecê-los, quando ficar alerta e como acompanhar o seu corpo de forma informada — eis o que a ciência realmente diz.

Num relance

Um quisto ovárico após a menopausa: frequente, geralmente benigno, sempre a acompanhar

Após a menopausa, é suposto que os ovários estejam «em repouso». No entanto, ainda podem formar-se quistos — na maioria das vezes sem sintomas, sendo descobertos durante uma ecografia de rotina. Mais de 65% dos quistos ováricos detetados são benignos (Fundação ARC, 2025). Mas, nesta idade, qualquer massa ovárica merece uma avaliação rigorosa para excluir qualquer evolução preocupante.

Neste artigo, explicamos porque aparecem estes quistos, como reconhecer os sintomas, que exames são recomendados e como distinguir um quisto simples de uma situação que requer acompanhamento médico. Este artigo é apenas informativo e não substitui uma opinião médica.

O que é um quisto ovárico e porque aparece após a menopausa

🧬 Hormonas residuais 💊 THS 🔬 Tumores benignos ⚠️ Atenção ao risco de malignidade
Quistos ováricos após a menopausa: sintomas, riscos e acompanhamento

Um quisto ovárico é uma bolsa cheia de líquido que se forma sobre ou no interior de um ovário. Durante o período fértil, é um fenómeno muito comum — a maioria desaparece espontaneamente com o ciclo menstrual. Mas após a menopausa, quando os ovários já não produzem óvulos, a presença de um quisto suscita outras questões. Para compreender melhor as etapas desta transição, o nosso guia sobre perimenopausa vs. menopausa pode ser útil.

65%
dos quistos ováricos detetados na ecografia são benignos (Fundação ARC)
50%
dos quistos simples desaparecem espontaneamente em 3 meses
15%
dos quistos orgânicos pós-menopáusicos contêm células malignas (ameli.fr / CNGOF)

🧬 Porque continuam a formar-se quistos?

Após a menopausa, os ovários já não funcionam da mesma forma, mas não ficam completamente inativos. Vários mecanismos explicam o aparecimento de quistos nesta fase.

🔄
Flutuações hormonais residuais

Mesmo após o último ciclo, algumas mulheres mantêm pequenas flutuações de estrogénio e progesterona capazes de estimular o tecido ovárico e favorecer a formação de quistos funcionais. Cerca de 5% das mulheres na menopausa ainda apresentam um quisto funcional.

💊
Terapêutica hormonal de substituição (THS)

Os tratamentos à base de estrogénios e progesterona prescritos para aliviar os sintomas da menopausa podem estimular os tecidos ováricos e favorecer o desenvolvimento de quistos. É um fator a vigiar durante o acompanhamento ginecológico.

🔬
Tumores benignos (cistadenomas, dermoides)

Os cistadenomas (serosos ou mucinosos) e os quistos dermoides são tumores benignos que podem desenvolver-se independentemente da atividade hormonal. Podem atingir grandes dimensões e causar dores ou pressão abdominal.

⚖️
Fatores de risco individuais

A obesidade (que aumenta a produção de estrogénios periféricos), os antecedentes familiares de cancro ovárico ou da mama e as mutações genéticas (BRCA1, BRCA2) são fatores que aumentam o risco de um quisto ser de natureza preocupante.


Os diferentes tipos de quistos pós-menopáusicos

Nem todos os quistos são iguais. O seu tipo, estrutura e conteúdo determinam o nível de vigilância e a abordagem a seguir. Eis os principais tipos que podem surgir após a menopausa.

💧
Quisto simples
Unilocular, líquido puro. Benigno em praticamente todos os casos se tiver < 5 cm
🔶
Quisto complexo
Componentes sólidos, septos, vascularização. Requer uma avaliação aprofundada
🫧
Cistadenoma
Seroso ou mucinoso. Benigno, mas pode atingir grandes dimensões
🧬
Quisto dermoide
Contém vários tipos de tecidos (gordura, cabelo). Benigno, é removido cirurgicamente
⚠️
Tumor borderline
Células atípicas, potencial maligno limitado. É frequente a cirurgia preventiva
📍
Quisto paraová rico
Forma-se junto ao ovário, sendo frequentemente confundido com um quisto ovárico na ecografia
🔬 O que diz a ciência

Um estudo retrospetivo que envolveu 100 mulheres menopáusicas operadas a tumores ováricos mostrou que 78% dos casos eram benignos e 22% malignos (PMC, 2015). O aspeto ecográfico puramente líquido (quisto simples) foi observado em 40% dos casos, com um risco de malignidade praticamente nulo nos quistos uniloculares com menos de 5 cm. Os autores concluem que a vigilância ecográfica é justificada para quistos simples assintomáticos, reservando a cirurgia para situações de risco.


Sintomas e sinais de alerta a conhecer

Quistos ováricos após a menopausa: sintomas, riscos e acompanhamento

Na maioria dos casos, os quistos ováricos pós-menopáusicos são silenciosos — descobertos por acaso durante um exame de rotina. Mas, quando se manifestam, os sintomas podem ser discretos e facilmente atribuídos a outras causas. Saber reconhecê-los permite agir atempadamente.

📋 Sintomas comuns

🫳
Dor pélvica

Persistente ou intermitente, frequentemente localizada apenas de um lado

·
🎈
Inchaço abdominal

Sensação de plenitude, distensão abdominal inexplicada

·
🚽
Perturbações urinárias

Vontade frequente de urinar, pressão sobre a bexiga

·
🫰
Fadiga generalizada

Cansaço, náuseas, sensação de peso pélvico

🚨 Sinais de alerta — consulte rapidamente

Alguns sinais requerem uma consulta médica sem demora. Após a menopausa, estas situações justificam sempre uma avaliação aprofundada.

🩸
Hemorragia pós-menopáusica

Qualquer hemorragia vaginal após a menopausa confirmada (12 meses sem menstruação) é sempre um sinal de alerta. Pode ter várias causas — quisto, pólipo, atrofia —, mas deve ser sistematicamente avaliada. Se ainda tiver hemorragias irregulares, o nosso artigo sobre hemorragias na perimenopausa pode ajudá-la a fazer a distinção.

📈
Aumento rápido do volume abdominal

Um abdómen que aumenta rapidamente de volume, uma massa palpável ou um aumento inexplicado do perímetro abdominal podem indicar um quisto volumoso ou uma acumulação de líquido (ascite) que requer uma avaliação imagiológica urgente.

Dor aguda súbita

Uma dor pélvica intensa e súbita pode indicar uma torção do ovário ou a rutura de um quisto — duas urgências cirúrgicas. Em caso de dor intensa acompanhada de náuseas ou mal-estar, dirija-se às urgências.

📉
Perda de peso inexplicada

Uma perda de peso involuntária associada a fadiga acentuada e perturbações digestivas persistentes deve conduzir sempre a uma avaliação médica completa, para excluir uma doença grave.


Diagnóstico: exames recomendados

Quistos ováricos após a menopausa: sintomas, riscos e acompanhamento

O diagnóstico de um quisto do ovário após a menopausa baseia-se numa abordagem por etapas, que combina exames imagiológicos, análises ao sangue e, se necessário, exames complementares. O objetivo é caracterizar o quisto e avaliar com precisão o seu risco de malignidade.

1
Ecografia pélvica transvaginal

É o exame de primeira linha. Permite visualizar o tamanho, a forma, o conteúdo (líquido puro, septos, componentes sólidos) e a vascularização do quisto. Um quisto simples, unilocular, com menos de 5 cm e sem vascularização anormal é, na quase totalidade dos casos, benigno.

2
Doseamento do CA-125

O CA-125 é um marcador tumoral sanguíneo. Após a menopausa, um nível elevado de CA-125 é um forte indício de malignidade. No entanto, este marcador também pode estar aumentado em situações benignas (endometriose residual, inflamação). Por isso, é sempre interpretado no seu contexto, nunca isoladamente.

3
RM pélvica

Prescrita quando a ecografia não permite caracterizar o quisto com precisão: quisto volumoso (> 7 cm), suspeita de quisto dermoide ou endometrioma, ou quisto de aspeto misto. A ressonância magnética oferece uma resolução tecidular superior e permite avaliar melhor o peritoneu e os gânglios.

4
Exames complementares, se necessário

Em caso de suspeita de malignidade, pode ser proposta uma TC toraco-abdomino-pélvica (estadiamento) ou uma laparoscopia diagnóstica. Geralmente, não é realizada uma biópsia do próprio quisto (risco de disseminação) — a análise é feita após a excisão cirúrgica.

📋 Quando vigiar vs. quando operar

Um quisto simples com menos de 5 cm, assintomático e com CA-125 normal pode ser vigiado por ecografia a cada 3 a 6 meses. Mais de 50 % destes quistos desaparecem espontaneamente. Em contrapartida, um quisto complexo, um quisto que aumente de tamanho, um CA-125 elevado ou sintomas suspeitos apontam para um tratamento cirúrgico — na maioria dos casos por laparoscopia, uma técnica menos invasiva com uma recuperação rápida (CNGOF, 2013).


Acompanhamento, tratamento e apoio global

Quer o quisto necessite de vigilância ou de intervenção, é essencial um apoio global do organismo durante este período. A menopausa é uma fase de elevada exigência metabólica, e apoiar as funções hormonais, inflamatórias e imunitárias contribui para o bem-estar geral.

Situação
Conduta a adotar
🟢 Quisto simples
< 5 cm
Vigilância ecográfica a cada 3-6 meses. Doseamento do CA-125, se prescrito. Estilo de vida saudável. Não é necessária intervenção cirúrgica de imediato. Mais de 50 % desaparecem espontaneamente.
🟡 Quisto persistente
ou sintomático
Acompanhamento apertado. Ressonância magnética se a ecografia for insuficiente. Discussão cirúrgica se o quisto aumentar de tamanho, se tornar sintomático ou se o CA-125 sofrer alterações. Apoio hormonal e nutricional adequado.
🔴 Quisto suspeito
ou complexo
Tratamento cirúrgico recomendado. Anexectomia bilateral por laparoscopia como primeira opção. Análise anatomopatológica sistemática. Estadiamento se for confirmada malignidade. Acompanhamento oncológico, se necessário.

🌿 Sinais de que poderá beneficiar de suplementação

Independentemente do quisto, a menopausa coloca o organismo num estado de maior necessidade nutricional. Se apresentar vários destes sinais — fadiga persistente, pele seca e menos luminosa, queda de cabelo, irritabilidade, dores articulares, inchaço crónico — um apoio nutricional direcionado pode ser particularmente útil. Não se trata de tratar o quisto, mas de apoiar o seu organismo de forma global durante esta transição.

🦴
Vitaminas D3, K2 e cálcio

A diminuição dos estrogénios acelera a perda de densidade óssea. A vitamina D3, associada à K2, otimiza a fixação do cálcio nos ossos. Recomenda-se uma medição regular da vitamina D após os 50 anos. Consulte o nosso artigo sobre a vitamina D3 e os seus cofatores.

🧠
Magnésio e complexo B

O magnésio contribui para o sistema nervoso, a qualidade do sono e o relaxamento muscular. As vitaminas B (B6, B9, B12) participam no metabolismo hormonal e na produção de serotonina. Se o nevoeiro mental faz parte do seu dia a dia, estes nutrientes são prioritários.

🌱
Um apoio global adaptado à menopausa

O Menopause Vitality Complex da Nutremys combina 31 ativos numa fórmula líquida de elevada biodisponibilidade: colagénio marinho (10 000 mg), fitoestrogénios (trevo-vermelho, dong quai, maca, ashwagandha), magnésio, vitaminas D3, K2, C, E, complexo B completo, ácido hialurónico, elastina e CoQ10. Uma abordagem sinérgica concebida para esta fase da vida — não é um tratamento, mas um apoio nutricional inteligente. Para consultar um guia mais completo, leia o nosso artigo sobre suplementos essenciais após os 50 anos.

💡 Estilo de vida e prevenção

Manter um peso saudável reduz a produção de estrogénios periféricos pelo tecido adiposo — um fator conhecido de estimulação ovárica. A atividade física regular (30 minutos de caminhada, ioga, natação) contribui para a regulação hormonal, a saúde cardiovascular e o bem-estar. Por fim, um acompanhamento ginecológico anual com ecografia pélvica é a melhor ferramenta de prevenção após os 50 anos.


FAQ — Perguntas frequentes sobre quistos ováricos após a menopausa

Pergunta 1Um quisto ovárico após a menopausa é necessariamente canceroso?
Não, a grande maioria é benigna. Mais de 65 % dos quistos detetados na ecografia não são cancerosos. No entanto, o risco de malignidade aumenta com a idade — cerca de 15 % dos quistos orgânicos pós-menopáusicos contêm células malignas, contra 5 % na pré-menopausa. É por isso que todos os quistos descobertos após a menopausa devem ser avaliados e acompanhados, mesmo que sejam provavelmente benignos.
Pergunta 2É possível ter quistos funcionais após a menopausa?
Sim, ao contrário do que se pensa. Cerca de 5 % das mulheres menopáusicas apresentam um quisto funcional — relacionado com uma atividade ovárica residual ou com uma terapêutica hormonal de substituição. Estes quistos são praticamente sempre benignos e podem desaparecer espontaneamente. A sua presença não deve causar alarme, mas justifica uma ecografia de controlo aos 3 meses para confirmar a sua resolução.
Pergunta 3Com que frequência deve ser vigiado um quisto do ovário após a menopausa?
Para um quisto simples, assintomático, com menos de 5 cm e com um CA-125 normal: ecografia de controlo a cada 3 a 6 meses. Se o quisto permanecer estável ou diminuir, os controlos podem ser espaçados. Se o quisto aumentar de tamanho, mudar de aspeto ou se tornar sintomático, é necessária uma reavaliação completa (RM, nova determinação do CA-125). A frequência exata depende da decisão do seu ginecologista.
Pergunta 4A terapêutica hormonal de substituição pode provocar quistos?
Sim, está documentado. Os tratamentos que contêm estrogénios e/ou progesterona podem estimular os tecidos ováricos e favorecer a formação de quistos — na maioria dos casos funcionais e benignos. Se estiver a fazer THS e for descoberto um quisto, o seu ginecologista avaliará se é pertinente ajustar o tratamento. Isto não significa que tenha de interromper a THS, mas que o acompanhamento deve ser adaptado.
Pergunta 5Quais são os sinais que devem levar às urgências?
Uma dor pélvica intensa e súbita, acompanhada de náuseas, mal-estar, febre ou hemorragia vaginal, pode indicar uma torção do ovário ou a rutura de um quisto — duas urgências cirúrgicas. Do mesmo modo, um abdómen que incha rapidamente com falta de ar pode indicar uma acumulação de líquido (ascite) que requer uma avaliação imediata. Nestes casos, dirija-se às urgências sem esperar.
Fontes científicas
Tumores do ovário na mulher menopáusica — PMC (2015)
Estudo retrospetivo: 100 doentes, tratamento e resultados histológicos
pmc.ncbi.nlm.nih.gov
Assurance Maladie (ameli.fr) — Quisto do ovário
Sintomas, diagnóstico, evolução e tratamento
ameli.fr
Fundação ARC para a investigação sobre o cancro (2025)
Cancro do ovário: sintomas, diagnóstico e fatores de risco
fondation-arc.org
CNGOF — Colégio Nacional dos Ginecologistas e Obstetras Franceses (2013)
Recomendações para a prática clínica — Tumores do ovário presumivelmente benignos
cngof.fr
INSERM — Dossier Menopausa (2024)
Mecanismos, sintomas e tratamento da menopausa
inserm.fr
Aviso médico

As informações partilhadas neste blog têm fins educativos e informativos. Não substituem, de forma alguma, uma consulta médica, um diagnóstico ou um tratamento prescrito por um profissional de saúde. Se apresentar sintomas, estiver a fazer um tratamento ou estiver grávida, consulte o seu médico antes de alterar a sua alimentação ou iniciar uma suplementação. Os suplementos alimentares Nutremys LAB não devem substituir uma alimentação variada e equilibrada nem um estilo de vida saudável.

Maria Velazquez

Comentários

Bonjour,
Âgée de 72 ans,
En Février 2021, un kyste à l’ovaire gauche avait été découvert lors d’une échographie pour une sciatique, et le kyste n’a jamais disparu en 5 ans et a continué à grossir jusqu’à 8 cm, accompagné de douleurs persistantes qui m’ont conduite à faire une IRM RESULTATS : Un gros Kyste de 8 cm à l’ovaire gauche, et plusieurs kystes à l’ovaire droit. Le gynécologue a pris la décision avec moi-même d’enlever les deux ovaires par mesure de précaution. Je souhaitais en savoir plus sur l’intervention chirurgicale et les conséquences après l’opération.
Vos descriptions concernant l’ablation des ovaires d’une femme ménopausées sont intéressantes et m’ont apporté des compléments d’informations que j’ignorais !
TRES BIEN !

— LEROUX